Em Março de 2012, o Campus Universitário da Camama começa a receber os primeiros estudantes, materializando assim um sonho que data desde 2002, altura em que o projecto saiu do papel, um investimento cuja primeira fase custou aos cofres do Estado 190 milhões de dólares.
A ideia de erguer o Campus Universitário, o primeiro do género no país, era o de concentrar a maior par te dos serviços numa só área, o que implica também a racionalização da utilização de recursos, aumentar a taxa de escolarização no ensino superior e mais oportunidades de for mação de quadros em várias áreas fundamentais para o país.
Inaugurada pelo Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, a infraestrutura permite incrementar o número de admissões de alunos, o número de finalistas e melhorar as condições didácticas e pedagógicas, do trabalho do corpo docente e do pessoal administrativo.
O impacto imediato da existência do Campus Universitário será verificado já no próximo ano lectivo, a ter início em Março com a realização dos exames de acesso às referidas instalações, em que se prevê a recepção de pelo menos cinco mil novos estudantes. Agora, com o funcionamento do Campus Universitário, a Universidade Agostinho Neto tem a grande oportunidade de absorver mais estudantes e fazer com que se transforme numa instituição de excelência.
A concentração das diferentes faculdades que compõem a UAN num único espaço vai permitir uma melhor racionalização dos recursos humanos, bem reagrupar todas as faculdades numa única zona geográfica a fim de facilitar a mobilidade dos docentes e dos discentes e investiga dores.
CAPACIDADE INSTALADA AUMENTA
Concebido inicialmente para 17 mil e 500, o Campus Universitário da Camama acabou por ser reformula do nos últimos anos, estando agora previsto para a albergar cerca de 40 mil estudantes, o que também contribuiu para a alteração do tempo de entrega, que acabou por acontecer apenas em Novembro de 2011, com o corte de fita efectuado pelo Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos.
Inicialmente foram priorizadas a construção das faculdades de Informática, Física, Matemática e Química; das redes rodoviárias e técnica (distribuição de energia e água), bem como o sistema de drenagem de águas pluviais.
Nove anos depois, o Campus da Universidade Agostinho Neto, na Camama, é um sonho que se tornou realidade. Apesar de entregue aos seus responsáveis, os trabalhos de construção vão prosseguir até atingir as seis fases previstas.
Em 2007, entrou-se para a segunda fase dos trabalhos que se cingiram na construção das sedes da reitoria e da união dos estudantes, enquanto a terceira arrancou em 2009 e compreendeu a edificação das estruturas de apoio às faculdades, restaurante, complexo residencial, ginásio, laboratórios de ensino e investigação.
A quarta etapa compreende a construção de uma escola secundária para 250 alunos, parque de estacionamento, auditório, museu de geologia, complexo desportivo, centro de conferências e oficina de engenharia.
A edificação do hospital universitário com as especialidades de Urologia, Otorrinolaringologia, Gastro enterologia, Cirurgia, Dermatologia, Ortopedia, Pediatria, Neurologia, Infectologia, Obstetrícia, Fisioterapia, Cardiologia, Ginecologia, Oftalmologia, Psicologia, Psiquiatria, Nutrição e Pneumologia constam da quinta fase da empreitada.
A sexta e última etapa envolve a montagem de equipamentos para escoamento de fumos, implementação de um sistema de protecção dos produtos tóxicos e outros derivados das experiências laboratoriais para alunos e professores; assim como a colocação de um sistema de alarme de incêndios.
O Executivo angolano decidiu, em 2009, erguer outras infraestruturas (campus) a nível das regiões acadé micas, criadas com o surgimento das seis novas universidades públicas.
Na prática, quando se concluírem todas as obras projectadas, o país terá em várias regiões pelo menos sete campus universitários, que permitirão congregar num só espaço as estruturas das diferentes universidades, criadas no âmbito do programa de expansão do ensino superior.
No entanto, dos sete campus previstos, o da Camama, em Luanda, e o do Caio, em Cabinda, desde 2009, adstrita à Universidade 11 de Novembro, são as única universidades que têm estruturas erguidas dignas do nome.
Em Cabinda, a 20 quilómetros da cidade, está em construção o campus para a Universidade 11 de Novembro, confinada na região académica número três, que inclui a província do Zaire.
Naquela região, as obras decorrem a bom ritmo, estando neste momento em fase de conclusão as instalações da reitoria, serviços sociais e biblioteca, cuja entrega está prevista para 2013.
O projecto do campus para a Uni versidade 11 de Novembro está concebido para albergar uma popula ção estudantil na ordem dos 20 mil, numa região com cerca de 500 mil habitantes.
Os projectos de campus universitá rios concebidos para as universidades Katiavala Buila (Benguela), Kimpa Vita (Uíge), Mandume Ya Ndemufayo (Huíla), Lueji Anconda (Lunda Sul) e José Eduardo dos Santos (Huambo), ainda não saíram do papel, apesar da sua aprovação em 2009.
Neste momento, qualquer uma dessas universidades tem já parcelas de terrenos cedidos pelas autoridades das respectivas províncias onde estão instaladas, estando estas à espera apenas que o Executivo, por intermédio do Ministério do Urbanismo e Construção, dê luz verde para o ar ranque efectivo das obras.
Fonte: O País






Alberto Kissongo, discente do 4ª do curso de Língua e Literatura Portuguesa da FLCS, contou que tem um tutor que não o tem ajudado muito, porque, além dele, também monitora outros 30 trabalhos de finalistas. O orientador não recebe qualquer contrapartida financeira, mas alega estar sempre ocupado.
O regulamento da Universidade Privada de Angola estabelece que só pode tutorar uma monografia o professor que ostenta o grau académico de mestre ou doutor que integram os quadros da instituição. Quanto aos co-tutores, estes podem ser apenas licenciados e leccionarem em outras universidades.
O processo de inscrição na Universidade Óscar Ribas, propriedade do Grupo Pitabel, cujo órgão directivo é encabeçado pelo professor doutor Alberto Chocolate, durou um mês e terminou recentemente. Cerca de 3.500 estudantes vão frequentar o presente ano lectivo nesta instituição, onde um considerável número de candidatos preferiu os cursos de psicologia e gestão no período nocturno.