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Campus da Camama com portas abertas


Em Março de 2012, o Campus Universitário da Camama começa a receber os primeiros estudantes, materializando assim um sonho que data desde 2002, altura em que o projecto saiu do papel, um investimento cuja primeira fase custou aos cofres do Estado 190 milhões de dólares.

A ideia de erguer o Campus Universitário, o primeiro do género no país, era o de concentrar a maior par te dos serviços numa só área, o que implica também a racionalização da utilização de recursos, aumentar a taxa de escolarização no ensino superior e mais oportunidades de for mação de quadros em várias áreas fundamentais para o país.

Inaugurada pelo Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, a infraestrutura permite incrementar o número de admissões de alunos, o número de finalistas e melhorar as condições didácticas e pedagógicas, do trabalho do corpo docente e do pessoal administrativo.

O impacto imediato da existência do Campus Universitário será verificado já no próximo ano lectivo, a ter início em Março com a realização dos exames de acesso às referidas instalações, em que se prevê a recepção de pelo menos cinco mil novos estudantes. Agora, com o funcionamento do Campus Universitário, a Universidade Agostinho Neto tem a grande oportunidade de absorver mais estudantes e fazer com que se transforme numa instituição de excelência.

A concentração das diferentes faculdades que compõem a UAN num único espaço vai permitir uma melhor racionalização dos recursos humanos, bem reagrupar todas as faculdades numa única zona geográfica a fim de facilitar a mobilidade dos docentes e dos discentes e investiga dores.

CAPACIDADE INSTALADA AUMENTA

Concebido inicialmente para 17 mil e 500, o Campus Universitário da Camama acabou por ser reformula do nos últimos anos, estando agora previsto para a albergar cerca de 40 mil estudantes, o que também contribuiu para a alteração do tempo de entrega, que acabou por acontecer apenas em Novembro de 2011, com o corte de fita efectuado pelo Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos.

Inicialmente foram priorizadas a construção das faculdades de Informática, Física, Matemática e Química; das redes rodoviárias e técnica (distribuição de energia e água), bem como o sistema de drenagem de águas pluviais.

Nove anos depois, o Campus da Universidade Agostinho Neto, na Camama, é um sonho que se tornou realidade. Apesar de entregue aos seus responsáveis, os trabalhos de construção vão prosseguir até atingir as seis fases previstas.

Em 2007, entrou-se para a segunda fase dos trabalhos que se cingiram na construção das sedes da reitoria e da união dos estudantes, enquanto a terceira arrancou em 2009 e compreendeu a edificação das estruturas de apoio às faculdades, restaurante, complexo residencial, ginásio, laboratórios de ensino e investigação.

A quarta etapa compreende a construção de uma escola secundária para 250 alunos, parque de estacionamento, auditório, museu de geologia, complexo desportivo, centro de conferências e oficina de engenharia.

A edificação do hospital universitário com as especialidades de Urologia, Otorrinolaringologia, Gastro enterologia, Cirurgia, Dermatologia, Ortopedia, Pediatria, Neurologia, Infectologia, Obstetrícia, Fisioterapia, Cardiologia, Ginecologia, Oftalmologia, Psicologia, Psiquiatria, Nutrição e Pneumologia constam da quinta fase da empreitada.

A sexta e última etapa envolve a montagem de equipamentos para escoamento de fumos, implementação de um sistema de protecção dos produtos tóxicos e outros derivados das experiências laboratoriais para alunos e professores; assim como a colocação de um sistema de alarme de incêndios.

O Executivo angolano decidiu, em 2009, erguer outras infraestruturas (campus) a nível das regiões acadé micas, criadas com o surgimento das seis novas universidades públicas.

Na prática, quando se concluírem todas as obras projectadas, o país terá em várias regiões pelo menos sete campus universitários, que permitirão congregar num só espaço as estruturas das diferentes universidades, criadas no âmbito do programa de expansão do ensino superior.

No entanto, dos sete campus previstos, o da Camama, em Luanda, e o do Caio, em Cabinda, desde 2009, adstrita à Universidade 11 de Novembro, são as única universidades que têm estruturas erguidas dignas do nome.

Em Cabinda, a 20 quilómetros da cidade, está em construção o campus para a Universidade 11 de Novembro, confinada na região académica número três, que inclui a província do Zaire.

Naquela região, as obras decorrem a bom ritmo, estando neste momento em fase de conclusão as instalações da reitoria, serviços sociais e biblioteca, cuja entrega está prevista para 2013.

O projecto do campus para a Uni versidade 11 de Novembro está concebido para albergar uma popula ção estudantil na ordem dos 20 mil, numa região com cerca de 500 mil habitantes.


Projectos na gaveta

Os projectos de campus universitá rios concebidos para as universidades Katiavala Buila (Benguela), Kimpa Vita (Uíge), Mandume Ya Ndemufayo (Huíla), Lueji Anconda (Lunda Sul) e José Eduardo dos Santos (Huambo), ainda não saíram do papel, apesar da sua aprovação em 2009.

Neste momento, qualquer uma dessas universidades tem já parcelas de terrenos cedidos pelas autoridades das respectivas províncias onde estão instaladas, estando estas à espera apenas que o Executivo, por intermédio do Ministério do Urbanismo e Construção, dê luz verde para o ar ranque efectivo das obras.

Fonte: O País

Cursos legalizados ou não


A ler em O País: Estudantes terminam formação em universidades ilegais

Perante a escassez de instituições de Ensino Superior no país, muitos estudantes com vontade de continuar a vida académica matricularam-se, este ano lectivo, em universidades ainda por legalizar.

A Universidade René Descartes, em Luanda, é uma das instituições que ainda não estão legalizadas, de acordo com uma lista cedida a este Semanário pelo Ministério do Ensino Superior e Ciência e Tecnologia (MESCT).

A instituição, fundada em 2005, no município do Cazenga, tem mil e 320 alunos divididos pelas faculdades de Ciências Judiciais e Humanas, Ciências Económicas, Engenharia  Informática, e possuiu um corpo de docentes constituídos por angolanos e brasileiros.

 

Universidades de Angola no Wikipedia


Fomos ver o que a Wikipedia tem sobre universidades em Angola, aqui estão as informações e links, com contactos actualizados!

Luanda abriga várias universidades sendo o principal pólo universitário do país. Em 2008 foi lançado o projecto da Cidade Universitária que abrigará o primeiro Parque Científico e Tecnológico de Angola[15]. O projecto do parque é voltado para o sector da Tecnologia da Informação.

Críticas às instalações da UAN


Embora seja a unidade orgânica mais jovem da Universidade Agostinho Neto, a Faculdade de Letras e Ciências Sociais, fundada em 2002, exibe um cortejo de problemas relacionados com a exiguidade de instalações, falta de professores e de desorganização na área académica.

A área dos Assuntos Académicos é a que mais chamou a atenção do reitor da UAN durante uma visita efectuada na passada terça-feira, 24, àquelas instalações pois, de acordo  com uma fonte daquela instituição de ensino superior, a mesma carece de uma organização, “na medida em regista falta de listas das pautas e falta de professores em muitos cursos”.

Veja o artigo inteiro em O País, Falta de instalações atrapalha Faculdade de Letras da UAN

A consolidação do programa de mobilidade docente e discente é uma das metas a atingir pela Universidade Agostinho Neto mas, para que tal aconteça, deverá observar com rigor e disciplina laboral o funcionamento dos órgãos colegiais como a Assembleia, Senado, conselho de Direcção, conselhos científicos e pedagógicos, disse em Luanda, o reitor da UAN, Orlando da Mata. A UAN foi chamada a funcionar com rigor, segundo se explica nesta notícia de O País.


As universidades mais influentes do mundo


A notícia vem-nos da Exame Brasil, e traz um slideshow dos campus universitários mais influentes. A revista Times Higher Education (THE), em parceria com o grupo de mîdia Thomson Reuters, publicou este mês o ranking de melhores universidades do mundo de 2010-11.

Foram ouvidos 13.388 acadêmicos pelo planeta. Treze  indicadores de desempenho foram divididos em 5 grandes categorias: ensino (o ambiente de aprendizagem, valendo 30% da nota), o impacto das citações (ou a medida da influência das pesquisas do instituto, valendo 32,5% da nota), pesquisa (quantidade, renda e prestígio, valendo 30% da nota), influência internacional (do corpo docente e discente, valendo 5%) e rendimento industrial (um medidor da transferência do conhecimento, valendo 2,5%).

Os Estados Unidos ficaram na frente do ranking de melhores universidades: 15 das 20 melhores instituições do planeta são americanas. Segundo Ann Mroz, editora da THE, o motivo é o maior investimento que o país dá à educação, em comparação com os outros (3,1% de seu Produto Interno Bruto, comparado com 1,5%  médio do mundo).

A primeira universidade brasileira a aparecer no ranking é a USP, em 232º posição. A THE considera que as colocações de 200 a 400 são uma “posição indicativa”, pois há apenas pequenas diferenças entre as pontuações.

Católica portuguesa clebra acordo com sociedade de advogados


As Faculdades de Direito e de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa, celebram um protocolo com duas Sociedades de Advogados – Abreu Advogados e Sérvulo & Associados, no próximo dia 15 de Julho pelas 17h, nas instalações da Universidade. Com este protocolo, as Sociedades comprometem-se a atribuir uma bolsa a um estudante de nacionalidade angolana, inscrito na ordem dos advogados de Angola, para frequência do curso de Mestrado em Direito e Gestão.
Resumo do Protocolo:
Os candidatos serão escolhidos pela equipa de Coordenação do Curso, estando a atribuição das bolsas dependente da aprovação do perfil dos candidatos pelas Sociedades. As bolsas de estudo terão uma duração de dez meses prorrogáveis por mais três, caso os estudantes decidam realizar a preparação da sua dissertação de Mestrado em Portugal. Como contrapartida, os estudantes comprometem-se a cumular a frequência do curso com um estágio moderado de aproximação à prática jurídica das Sociedades, de uma tarde por semana. Disponibilizam-se ainda a trabalhar numa das Sociedades pelo período máximo de 12 meses, contados desde a finalização do curso, sendo remunerados nos mesmos termos em que o são os advogados associados das Sociedades em causa, com experiência e curriculum semelhantes.
Após o curso, os estudantes deverão regressar a Angola, pelo período mínimo de 12 meses a partir da data de regresso. Onde, no caso da Abreu Advogados, irão colaborar com os parceiros Angolanos, da Sociedade. Este acordo entra em vigor já no ano lectivo de 2010-2011, sendo automaticamente renovado todos os anos.
Celebração de protocolo
Por parte da Universidade Católica Portuguesa o protocolo será assinado pelo Director do Ensino Pós- Graduado da Faculdade de Direito, Luís Barreto Xavier e pelo Director Adjunto da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais e Director do The Lisbon MBA, José Corrêa Guedes. Por parte da Abreu Advogados, este protocolo será assinado por dois dos seus Sócios, Miguel Teixeira de Abreu (Managing Partner da Sociedade) e João de Freitas e Costa, um dos membros da Angolan Desk, da Sociedade. (*) Por parte da Sérvulo & Associados, o protocolo será assinado por dois dos seus Sócios, Pedro Furtado Martins e Paulo Câmara.

UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA CELEBRA PROTOCOLOCOM SOCIEDADES DE ADVOGADOS As Faculdades de Direito e de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa, celebram um protocolo com duas Sociedades de Advogados – Abreu Advogados e Sérvulo & Associados, no próximo dia 15 de Julho pelas 17h, nas instalações da Universidade. Com este protocolo, as Sociedades comprometem-se a atribuir uma bolsa a um estudante de nacionalidade angolana, inscrito na ordem dos advogados de Angola, para frequência do curso de Mestrado em Direito e Gestão.  Resumo do ProtocoloOs candidatos serão escolhidos pela equipa de Coordenação do Curso, estando a atribuição das bolsas dependente da aprovação do perfil dos candidatos pelas Sociedades. As bolsas de estudo terão uma duração de dez meses prorrogáveis por mais três, caso os estudantes decidam realizar a preparação da sua dissertação de Mestrado em Portugal. Como contrapartida, os estudantes comprometem-se a cumular a frequência do curso com um estágio moderado de aproximação à prática jurídica das Sociedades, de uma tarde por semana. Disponibilizam-se ainda a trabalhar numa das Sociedades pelo período máximo de 12 meses, contados desde a finalização do curso, sendo remunerados nos mesmos termos em que o são os advogados associados das Sociedades em causa, com experiência e curriculum semelhantes. Após o curso, os estudantes deverão regressar a Angola, pelo período mínimo de 12 meses a partir da data de regresso. Onde, no caso da Abreu Advogados, irão colaborar com os parceiros Angolanos, da Sociedade. Este acordo entra em vigor já no ano lectivo de 2010-2011, sendo automaticamente renovado todos os anos. Celebração de protocoloPor parte da Universidade Católica Portuguesa o protocolo será assinado pelo Director do Ensino Pós- Graduado da Faculdade de Direito, Luís Barreto Xavier e pelo Director Adjunto da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais e Director do The Lisbon MBA, José Corrêa Guedes. Por parte da Abreu Advogados, este protocolo será assinado por dois dos seus Sócios, Miguel Teixeira de Abreu (Managing Partner da Sociedade) e João de Freitas e Costa, um dos membros da Angolan Desk, da Sociedade. (*) Por parte da Sérvulo & Associados, o protocolo será assinado por dois dos seus Sócios, Pedro Furtado Martins e Paulo Câmara.

Descarregue aqui o PRProtocoloUCP_AB_Servulo_VFPP

Falta de tutores condiciona atribuições de diploma


Os estudantes que frequentam o último ano nas universidades públicas e privadas estão descontentes com a falta de disponibilidade dos professores para monitorarem os seus processos de elaboração das monografias, que os habilitarão a aceder ao grau de licenciatura. O artigo é de dia 2 de Julho de 2010, publicado no País, Falta de tutores condiciona…

Desde 2006 que vários professores da Universidade Agostinho Neto se recusam a tutorar os finalistas por não terem recebido os três por cento do valor de base do seu salário por cada monografia, como estipulam os regulamentos internos daquela instituição pública.

A recusa dos professores, com os graus de mestre ou doutores, faz com que os discentes recorram a uma espécie de ‘tutoria paralela’ com os mesmos docentes, que chegam a cobrar, a cada orientado, valores que rondam os 2500 a 3000 dólares norteamericanos.

Fontes da Universidade Agostinho Neto asseguraram que as cobranças são ilegais, mas os estudantes dizem que não têm outra alternativa. Para eles, é pegar ou largar.

O PAÍS apurou que no Instituto Superior de Ciências de Educação (ISCED) e na Faculdade de Letras e Ciências Sociais (FLCS) existem centenas de alunos que não conseguem concluir as suas monografias há mais de quatro anos por falta de tutores.

Alberto Kissongo, discente do 4ª do curso de Língua e Literatura Portuguesa da FLCS, contou que tem um tutor que não o tem ajudado muito, porque, além dele, também monitora outros 30 trabalhos de finalistas. O orientador não recebe qualquer contrapartida financeira, mas alega estar sempre ocupado.

O regulamento da UAN estipula que cada professor oriente apenas três estudantes finalistas. As regras não são cumpridas porque cada curso conta, no máximo, com cinco professores doutores para acompanharem mais de 40 discentes.

“Até o ano passado, o regulamento da universidade estabelecia que os tutores deviam receber um acréscimo de três por cento do seu salário por cada trabalho que acompanhassem, mas ele só recebeu o subsídio de um estudante e isso desmotivou-o”, disse o estudante da FLCS.

Perante esta situação, Alberto Kissongo enveredou por um processo de auto-orientação para fazer o trabalho de campo, atendendo que o tutor oficial se limita a fazer uma breve apreciação e recomenda-lhe que prossiga porque ‘está num bom caminho’. “Ele não analisa. Se formos a ver, ele olha simplesmente para o trabalho e manda-me continuar a escrever”, desabafou o jovem, com ar de tristeza e insatisfação.

O estudante, que há dois anos tenta concluir a sua monografia, diz ter escolhido o referido professor para seu tutor porque ele domina a área em que se pretende especializar.

O nosso interlocutor acredita que os estudantes enfrentam dificuldades porque as cadeiras de Metodologia de Investigação Científica, que serve para os ajudar a elaborar os trabalhos de fim de curso, não são ministradas. E, quando acontece o contrário, tudo é feito em apenas duas semanas, quando devia sê-lo num semestre.

Para contornar os problemas causados pela ausência de um tutor, o estudante Gilberto José Ferraz, do 4º ano do curso de Comunicação Social da Universidade Privada de Angola (UPRA), está a elaborar a sua monografia com a ajuda de um co-tutor.

O discente do ex-ISPRA garantiu que “a elaboração da minha monografia encontra-se na recta final”. Gilberto Ferraz descreveu o co-tutor como sendo a pessoa que está mais ligada ao trabalho do que o próprio tutor, enquanto que este último só toma contacto com o material sempre que for necessário o seu parecer.

O regulamento da Universidade Privada de Angola estabelece que os finalistas apresentem primeiro um protocolo com as informações sobre o tema escolhido para a elaboração da monografia.

A aprovação do protocolo é encarado pelos discentes como um longo caminho já percorrido, porque se errarem na sua elaboração as falhas são transferidas para a tese.

O finalista do curso de Comunicação Social contou ainda que apenas dois dos 20 estudantes da sua turma conseguiram elaborar 50 por cento da monografia nesta altura, dado terem dificuldades em encontrar bibliografia e professores que acompanhem a feitura do trabalho.

“Como a tese de final de curso funciona como o trampolim para poderemos receber o canudo e exige muito tempo no momento da sua elaboração, os docentes que estão muito ocupado recusam acompanhar os estudantes, para não assumirem qualquer compromisso que poderão não estar em condições de honrar no futuro”, declarou o discente de Comunicação Social.

O estudante defende que a direcção do UPRA deve atribuir aos finalistas os respectivos monitores e manifestar se vai pagá-los ou não. “Caso não seja ela a fazêlo nós estamos preparados para tal”, acrescentou.

Por seu lado, Kintas Manjana, estudante do 4ª ano do curso superior de Sociologia da FLCS, também está com dificuldades para elaborar o trabalho de investigação científica.

“Acho que nós aprendemos muito tarde os procedimentos a ter em conta no processo de elaboração de um trabalho de fim de curso.

Defendo isso porque devíamos aprender estas técnicas no primeiro ano, para que, a partir de 3º ano, o estudante estivesse em condições de começar o seu trabalho”, afirmou.

Kintas Manjana considera também que o atraso na conclusão das monografias se deve ao extremo estado de fadiga em que se encontram os estudantes do último ano, pois têm que partilhar o seu tempo entre as salas de aulas, os estágios e as pesquisas.

Regulamento aumenta dificuldades

O regulamento da Universidade Privada de Angola estabelece que só pode tutorar uma monografia o professor que ostenta o grau académico de mestre ou doutor que integram os quadros da instituição. Quanto aos co-tutores, estes podem ser apenas licenciados e leccionarem em outras universidades.

Os finalistas foram unânimes em afirmar que não conseguem distinguir os professores mestres e doutores dos licenciados, dado serem confrontados com anúncios nas vitrinas onde todos são classificados como doutores. “Isso dificulta ainda mais o processo de elaboração dos nossos trabalhos, porque nós sabemos que a maioria dos docentes não tem mestrado nem doutoramento”, declarou o discente do UPRA.

Emboa os regulamentos dos Trabalhos de Fim de Curso de Licenciatura (TFCL) das faculdades da UAN exijam o mesmo não são respeitados. A direcção da Faculdade de Letras realizou recentemente um seminário de capacitação para reafirmar que só aceitam as teses que forem tutorados pelos docentes que detêm os graus de doutores ou mestres.

“Foi anunciado que os licenciados devem limitar-se apenas a auxiliálos, mas não serão orientadores com o título de tutor, porque as normas que regem o nosso colégio académico assim o estabelece”, explicou Kintas Manjana.

O nosso interlocutor é de opinião que este tipo de seminários não devem ser realizados somente no final dos anos académicos, mas no princípio de cada formação. “A metodologia do trabalho de investigação científico é uma cadeira imprescindível para a elaboração do trabalho de fim de curso”, rematou o estudante da Faculdade de Letras.

Universidade Lusíada debate diamantes…


A importância da estratégia dos diamantes no desenvolvimento económico e social de Angola suscitou debate junto da comunidade académica na Universidade Lusíada de Angola (ULA), num programa que se enquadra nas atribuições da Endiama.

Para despertar interesse nesta parceria entre a Endiama e a ULA, a promotora escolheu o tema “As potencialidades diamantíferas de Angola”, e o orador Manuel Watangua, administrador para o desenvolvimento mineiro da Endiama. Embora o nosso país seja rico em recursos minerais, o seu solo é ainda bastante virgem e carece de um estudo profundo no domínio geológico, disse Watangua.

O responsável afirmou que em Angola já foram descobertos cerca de 1500 corpos kimberlíticos, que se estendem por todo o país, com predominância no Nordeste, nas províncias da Lundas Norte e Sul, no Bié, Huambo e Kwanzas Norte e Sul.

De tais kimberlitos apenas dois se encontram em exploração, destacando-se a chaminé kimberlítica de Catoca, localizada a 30 Km a Norte da cidade de Saurimo, na província da Lunda Sul, que é responsável por cerca de 70 por cento da produção anual de diamantes em Angola.

“A exploração que se faz do nosso solo para a descoberta de diamantes, sobretudo, é ainda insuficiente, se fosse suficiente teríamos diamantes em todo o território nacional e, por conseguinte, a nossa produção seria superior aos 9 milhões de quilates produzidos actualmente”, reforça Watangua.

Manuel Watangua referiu que existe a possibilidade de se encontrar diamantes nos mares de Angola. Justificando-se com a exploração diamantífera no país vizinho, a Namíbia, que produz mais de 1.000.000 de quilates nos jazigos marítimos de diamantes.

Utanga, Universidade Técnica de Luanda


A Universidade Técnica de Angola goza do privilégio de ser a primeira e única universidade técnica no país, tendo como objectivo principal garantir aos estudantes, não só uma formação propriamente técnica especializada, mas também uma formação mais técnica para terem as ferramentas necessárias que facilitem o seu enquadramento no mercado de trabalho.

O vice-reitor da UTANGA, João Saveia, afirmou que a sua universidade distingue-se das demais pelo facto de primar por uma secretaria e biblioteca autenticamente informatizadas.

Trata-se de um elemento que facilita os estudantes que dentro ou fora dos estabelecimentos podem aceder a suas notas, matérias, solicitar e/ou receber documentos e comunicados da instituição.

“Cada aluno tem um código, assim como os serviços a que pretendem aceder”, esclareceu João Saveia.

No que toca ao estágio, o vice-reitor explica que “não é preciso ser aluno finalista, para estagiar numa empresa da sua especialidade. Aqui o estudante é especialista desde que esteja a frequentar um curso especializado, porque lhe é cobrada a disponibilidade de estagiar nas instituições privadas ou estatais com quem temos acordos”.

A UTANGA possui apenas 20 por cento de professores efectivos contra os 40 exigidos pela actual legislação angolana ligada ao ensino superior. Por isso, os melhores estudantes do terceiro ano estão a ser recrutados para serem monitores de algumas disciplinas e futuramente integrarem o corpo docente efectivo.

Por outro lado, João Saveia anunciou o desejo da universidade recorrer à cooperação cubana, ainda no 2º semestre deste lectivo, a fim de preencher as lacunas no quadro docente, apesar de reconhecer que existem actualmente alguns professores cubanos e outros estrangeiros residentes na sua instituição.

Actualmente, a UTANGA conta com mais de 50 salas de aula, laboratórios, anfiteatros, espaços desportivos e lazer, sem contar com outros compartimentos em construção. Esta universidade ministra cursos de Relações Internacionais, Engenharia Informática, Arquitectura e Urbanismo, Gestão (o mais concorrido), Língua Inglesa e Engenharias de Minas e do Ambiente.

O vice-reitor avançou a O PAÍS que todos os cursos têm a propina estipulada no valor de 250 Dólares, com excepção das especialidades de Engenharias de Minas e do Ambiente, que custam 300 dólares.

O País, edição nº 22

Oscar Ribas com inscrições depois das públicas


A Universidade Óscar Ribas terminou  o período de inscrições em Abril de 2009 para os seus cursos e está a negociar a assinatura de um convénio com a Odebrecht para colocar os primeiros licenciados “O número de inscrições nas instituições privadas nem sempre cobre o número de lugares disponíveis para acesso dos estudantes e o exame de acesso agrava esta problemática, porque o número de aprovados fica aquém do solicitado.

Só temos maior aderência quando terminam as inscrições nas faculdades públicas”, começou dizer o secretáriogeral da Universidade Óscar Ribas, Madaleno Andrade.

O processo de inscrição na Universidade Óscar Ribas, propriedade do Grupo Pitabel, cujo órgão directivo é encabeçado pelo professor doutor Alberto Chocolate, durou um mês e terminou recentemente. Cerca de 3.500 estudantes vão frequentar o presente ano lectivo nesta instituição, onde um considerável número de candidatos preferiu os cursos de psicologia e gestão no período nocturno.

Dois anos depois da abertura, esta universidade mantém os mesmos cursos com os quais iniciou as suas actividades em 2007, nomeadamente nas áreas das Ciências Humanas e Sociais (Relações internacionais, Psicologia, Gestão e Direito) e Engenharia (Informática, Construção Civil e Electromecânica).

As propinas dos cursos de Ciências Humanas e Sociais custam 250 dólares e 280 para os de Engenharia. Os valores podem ser pagos em kwanzas.

As infra-estruturas da Universidade Óscar Ribas contemplam 23 salas de aulas (para 50 alunos cada) e as mais recentes, têm espaço para 100 alunos.

Existem ainda três anfiteatros, um deles em fase de acabamento para acolher 200 pessoas. Há também intenções de se construir um edifício de seis andares para alojar algumas turmas e serviços administrativos.

“Temos dois laboratórios de informática bem apetrechados e um de engenharia a ser concluído. Perspectivamos a curto prazo um laboratório de electrónica e mais uma biblioteca”, vaticinou Madaleno Andrade, acrescentando que “está em curso a negociação de um convénio com a Odebrecht para o estágio prático dos alunos”.

E o secretário-geral da Universidade Óscar Ribas adiantou: “A partir do terceiro ano, os estudantes vão beneficiar de aulas práticas e os mais destacados serão incorporados nos quadros desta empresa”.

Apesar de ter adquirido alguns autocarros para o transporte dos seus alunos, a direcção está desiludida  porque não têm sido utilizados.

A maior parte dos alunos possui viatura própria. “Adquirimos os autocarros que estão parqueados. Constatamos que não será rentável pô-los a circular para apoiar meia dúzia de estudantes”, ironizou o secretário-geral.