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Dívidas dos estudantes afectam docentes da FLCS- UAN

Cerca de 10.500 estudantes dos cursos pós-laboral, da Faculdade de Letras e Ciências Sociais (FLCS), o que corresponde a 70 por cento, de um universo de 15 mil que compõem aquela unidade orgânica da Universidade Agostinho Neto, em Luanda, não pagam as suas propinas desde 2009, o que está a afectar o pagamento dos salários aos docentes em regime de contratos.

Os estudantes nocturnos dos cursos pós-laboral, da Faculdade de Letras e Ciências Sociais, são obrigados a pagar uma propina mensal no valor em Kwanzas, o equivalente a 150 dólares, valor este destinado ao pagamento dos salários dos docentes contratados por aquela instituição académica de ensino superior.

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Críticas às instalações da UAN

Embora seja a unidade orgânica mais jovem da Universidade Agostinho Neto, a Faculdade de Letras e Ciências Sociais, fundada em 2002, exibe um cortejo de problemas relacionados com a exiguidade de instalações, falta de professores e de desorganização na área académica.

A área dos Assuntos Académicos é a que mais chamou a atenção do reitor da UAN durante uma visita efectuada na passada terça-feira, 24, àquelas instalações pois, de acordo  com uma fonte daquela instituição de ensino superior, a mesma carece de uma organização, “na medida em regista falta de listas das pautas e falta de professores em muitos cursos”.

Veja o artigo inteiro em O País, 

A consolidação do programa de mobilidade docente e discente é uma das metas a atingir pela Universidade Agostinho Neto mas, para que tal aconteça, deverá observar com rigor e disciplina laboral o funcionamento dos órgãos colegiais como a Assembleia, Senado, conselho de Direcção, conselhos científicos e pedagógicos, disse em Luanda, o reitor da UAN, Orlando da Mata. A , segundo se explica nesta notícia de O País.


UAN com Namíbia em pesquisas e a caminho de Curitiba

Angola e Namíbia têm já criadas as bases para, em conjunto, efectuarem pesquisas científicas no domínio marítimo, com base num Memorando de Entendimento rubricado entre as universidades Agostinho Neto (UAN) e a sua congénere da Namíbia.

Para dar corpo a esse desejo, o expresidente da Namíbia, Sam Nujoma, agora nas vestes de reitor da Universidade da Namíbia, veio a Luanda e assinou na segunda-feira, 13, com o seu homólogo da UAN, Orlando da Mata, um Memorando de Entendimento para encorajar e promover o desenvolvimento de acções conjuntas entre as duas instituições de ensino superior.

Veja a notícia em O País,

Entretanto, a  Até aos próximos três anos, estudantes e professores da Universidade Agostinho Neto poderão efectuar cursos de pós-graduação e de doutoramento no Instituto Superior Camões e nas Faculdades Integradas Camões, de Curitiba (Brasil), no âmbito de um acordo firmado entre estas instituições académicas dos dois países.

O acordo rubricado em Luanda pelo reitor da Universidade Agostinho Neto e por Anselmo Michelotto, director geral do Instituto Superior Camões (IESC), prevê a mobilidade discente e docente nos dois sentidos.

Concurso de Bolsas para angolanos

A American World University / USA  e a Universidade Agostinho Neto realizam um evento internacional na Educação Superior, com intenção de benefício do cidadão de Angola, a ser produzido pela AmericanWorld University / USA  e a Universidade Agostinho Neto.
São 500 bolsas de estudos, com inscrição até 23 de Agosto. Veja .

Quadros da UAN engrossam Governo

O gesto representa um reconhecimento explícito por parte do Chefe do Governo, no caso o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, ao trabalho desenvolvido pela Universidade pública.

Aquando da constituição do novo governo formado pelo MPLA e Assembleia Nacional, 13 quadros da Universidade Agostinho Neto, entre docentes e dirigentes ao mais alto nível, foram chamados a exercer cargos de relevância nestes órgãos de soberania

Os quadros que acabaram de engrossar às fileiras dos governos central e provincial, bem como na Assembleia Nacional eram, até antes das novas funções no aparelho do Estado angolano, professores titulares e alguns deles com cargos na gestão da própria Universidade Agostinho Neto.

Maria Cândida Teixeira, Ministra da Ciência e Tecnologia e o seu vice Orlando da Mata fizeram dupla na gestão da Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto. A novel ministra era, por ironia do destino, a vice decana para os assuntos científicos, enquanto o seu novo coadjutor do edifício da Avenida Lénini, era o decano.

Ainda na Faculdade de Ciências, mas desta no departamento de Física, saiu o actual Ministro das Telecomunicações e Tecnologia de Informação a quando da constituição do novo Governo formado pelo MPLA e Assembleia Nacional, 13 quadros da Universidade Agostinho Neto, mação, José de Carvalho da Rocha, que também se ocupava da direcção do Instituto de Telecomunicações (ITEL).

O actual Governador da província do Cunene, António Didalelwa, era o vice reitor no actual governo da UAN. Ele respondia pela coordena ção do Centro Universitário da Huíla, cargo que vinha exercendo desde meado de 2002, altura em que João Teta assumiu o cargo de Magnífico Reitor

Na Faculdade de Ciências Agrárias do Huambo, saiu o vice decano para os assuntos académicos, José Pedro Domingos, tendo sido chamado a prestar assessoria ao Primeiro Ministro, António Paulo Cassoma, nas áreas económica e social.

A UAN “perdeu” ainda por incompatibilidade de funções os ministros da Economia, Manuel Nunes Júnior e Virgílio de Fontes Pereira, da Administração do Território, respectivamente. O primeiro era docente e chegou a director (decano) da Faculdade de Economia, enquanto o seu colega no Governo leccionava a cadeira de Direito Administrativo na Faculdade de Direito

Para a Assembleia Nacional, a UAN tem em “comissão de serviço” as deputadas Adélia de Carvalho e Anabela Leitão. A primeira esteve a exercer o cargo de coordenadora adjunta da comissão de gestão da Faculdade de Letras e Ciências Sociais, para os assuntos científicos, enquanto a sua colega de bancada era a coordenadora do laboratório de separação, reacção química e ambiente da Faculdade de Engenharia

Esta exercera já a função de Pró Reitora.

O mais jovem deputado à Assembleia Nacional, Luís Reis Cuanga era até a nova função na “Casa das Leis”, docente do Instituto Superior de Ciências de Educação (ISCED) de Luanda

A gestão do Serviço de Inteligência Externa (SIE) tem à mão o antigo professor da cadeira de Filosofia do Direito, da Faculdade de Direito, André Sango

Já para o Tribunal Constitucional, recentemente constituído pelo mais alto Magistrado da Nação, a Faculdade de Direito da UAN viu sair três dos seus mais reputados docentes, nomeadamente Rui Ferreira, Luzia Sebastião e Manuel Correia.

Os três ex-docentes daquela unidade orgânica da Universidade Agostinho Neto, são hoje os rostos do Tribunal Constitucional, respectivamente o presidente e Juízes conselheiros

Se, por um lado, a UAN viu-se “es vazia da” com esta saída massiva de quadros e dirigentes ao mais alto nível, por outro lado, ao trabalho até Estas nomeações são a prova evidente de que a UAN, na condição de maior instituição de ensino superior em Angola, continua a ser a mola impulsionadora na formação e gestão de quadros de nível superior então efectuado pela única Universidade pública, no desenvolvimento do país

Designada Universidade Agostinho Neto, a partir de 1985, em tributo ao seu primeiro reitor e fundador da Nação, o saudoso Presidente Agostinho Neto, a instituição jamais foi agraciada com a indicação e eleição de docentes para o Governo e para a Assembleia Nacional, como sublinha o secretário geral da UAN, Adriano Meireles Patrocínio.

Segundo o responsável universitário, estas nomeações são a prova evidente de que a UAN, na condição de maior instituição de ensino superior em Angola, continua a ser a mola impulsionadora na formação e gestão de quadros de nível superior

“A selecção de um número considerável de docentes e dirigentes da Universidade Agostinho Neto mostra que o trabalho por si desenvolvido nos últimos anos tem sido positivo”- argumentou o secretário da UAN

O número de quadros e dirigentes da UAN que acabaram de engrossar às fileiras do Governo e da Assembleia Nacional, faz referência apenas aos docentes em regime de tempo integral, pois se se tiver em conta que outros elementos colocados no aparelho do Estado leccionam em tempo parcial, este número seria maior

Universidade Agostinho Neto cria editora

Com o objectivo de suprir a escassez de bibliografia especializada para o ensino universitário em Angola, a Universidade Agostinho Neto (UAN) investiu na criação de uma editora própria para a produção de livros didácticos.

Vai começar a funcionar a partir do primeiro trimestre de 2009, segundo informações avançadas a O PAÍS pelo director interino do projecto, Pedro Rogério Rey, responsável pelo departamento de documentação e informação.

Inicialmente, a Editora da Universidade Agostinho Neto, (EDUAN), vai editar sete obras de docentes da casa. “ As edições serão, em princípio, em língua portuguesa. As línguas estrangeiras serão usadas em função da solicitação destes autores e do espaço passível de ser atingido”, explicou.Embora o principal objectivo seja apetrechar as diversas unidades orgânicas da única universidade pública do país com um vasto leque de obras de carácter científico, o esforço da equipa dirigida pelo reitor João Teta estender-se-á às demais entidades públicas e privadas ligadas à área do saber.

E acrescentou: “tendo em conta os factores acima mencionados, que estão directamente relacionados à produção de livros, seria prematuro adiantar o custo final dos mesmos”.

Os condicionalismos apresentados pelo interlocutor de O PAÍS estão também relacionados com outros inerentes a produção de livros no país, apontados por muitos editores como uma actividade muito cara. Essa onerosidade está aliada à importação de papel, tintas, a falta de parque gráfico e de revisores à altura.

Os estreantes editores da Universidade Agostinho Neto estão conscientes de que vão mergulhar num ramo que enfrenta inúmeros problemas. Por falta de verba nas editoras nacionais não conseguem publicar alguns livros, apesar de possuírem material pronto a ir para o prelo. Assim como têm clamado alguns dos responsáveis das principais editoras existentes no país, eles também defendem a tese de que o Governo deve intervir no mercado editorial angolano, para criar políticas de apoio às editoras.

O objectivo seria facilitar a produção dos materiais académicos, assim como outros géneros literários.A redução dos custos alfandegários e facilitação no acesso ao papel constituem as principais preocupações das editoras existentes no país.

Está salvaguardada a possibilidade de assinatura de protocolos de intercâmbio com outras entidades do ramo e estabelecer convénios e acordos que visem a realização de trabalho no campo editorial.

De acordo com Rogério Rey, a Universidade Agostinho Neto pretende implementar uma nova tradição universitária editando livros e outras publicações relevantes do ponto de vista da ciência e da cultura. Mas, a prioridade é a publicação de obras de índole pedagógico-didáctico, particularmente manuais para o ensino superior, cujos autores serão preferencialmente docentes e investigadores da própria Universidade. A comunidade académica da Agostinho Neto, cujo número ronda os 50 mil estudantes, será, em princípio, o seu público-alvo, mas os coordenadores desta iniciativa não têm uma ideia sobre os preços que serão praticados quando os livros forem editados e publicados.“O custo do produto final (livro) depende de muitos factores, que vão desde a análise e tratamento do original, capa, ilustrações, gráficos, paginação, revisão literária, revisão gráfica, revisão do autor até à publicação final. Resumindo, cada um, de acordo com a sua especificidade e área do saber, tem o seu custo de produção”, comentou Pedro Rey.

Universidade Agostinho Neto com data comemorativa

Os membros da Assembleia Geral da Universidade Agostinho Neto (UAN), aprovaram por unanimidade, na última reunião realizada esta Semana, o dia 28 de Setembro, como data oficial daquela instituição.

De acordo com o reitor João Teta, a institucionalização desta data é o culminar de muitos anos de debate, o que representa um dia de reflexão e comemoração das acções da UAN.

Este dia corresponde à data de publicação da portaria 77-a-76, ano em que se orientava a transformação da Universidade de Luanda, em Universidade de Angola.

Por outro lado, os membros da Assembleia Geral, reunidos no Auditório Maria de Carmo Medina, na VIIª reunião extraordinária, aprovaram esta data pelo facto de o primeiro reitor da Universidade Agostinho Neto, ter sido o primeiro Presidente do país.

João Teta mostrou-se satisfeito com o cumprimento, durante o seu mandato, das três grandes metas do governo consubstanciadas no aumento do número de estudantes e a expansão da instituição a nível nacional: “ estou satisfeito com a melhoria da qualidade do ensino da nossa Universidade”, afirmou.

Para além da aprovação do dia 28 de Setembro, foi estipulado também o dia 21 de Agosto como data do inicio das jornadas comemorativas da universidade Agostinho Neto (UAN), que vai expandir-se até ao dia de aniversario da mesma. Estas jornadas vão incluir actividades científicas, académicas, pedagógicas, desportivas e culturais.

O crescimento regista-se na quantidade de estudantes que a universidade tem. “Não podemos só olhar nos pontos negativos porque durante muito tempo fomos a única instituição superior em Angola”, afirmou o reitor. Em 2002, a universidade Agostinho Neto recebeu cerca de nove mil estudantes, mas com a expansão da instituição o número aumentou para quarenta e seis mil em 2008. Em 2009, avançou o reitor, o número atingiu sessenta e cinco mil estudantes.

De acordo com o reitor, até ao ano de 2002 não havia nenhum curso de mestrado a funcionar, pelo que praticamente a investigação científica era inexistente. “Hoje podemos contar com meios suficientes para o sector de investigação, sendo um grande elemento que contribui para o desenvolvimento dos nossos quadros”.

Mas, continuou o responsável, ao longo destes dois anos de mandato foram criados quinze cursos de mestrado, na qual cerca de três mil estudantes adquiriram o título de mestres pela Universidade Agostinho Neto (UAN) em diversas áreas, como Agronomia, Matemática, Geografia, Ciências do Mar, Direito, língua Portuguesa, Ciências Médicas e História.

Durante a reunião foram aprovados ainda sete deliberações, das quais a transição do Centro Nacional de Recursos Filogenéticos para o Centro de Recursos Filogenéticos da Universidade Agostinho Neto.

Este órgão terá a função de informar anualmente, ou sempre que necessário, o senado das actividades técnicas e científicas desenvolvidas após a aprovação da comissão científica. A segunda foi a reestruturação das técnicas de informação e comunicação (TIC), tendo em conta que são importantes para a própria Instituição.

E a terceira deliberação foi a entrega de menções honrosas ao Reitor, Vice-Reitor, directores dos serviços centrais, chefes de secções e assessores.

A quarta e a quinta deliberação foram a aprovação do dia da universidade e a transformação do Instituto Superior de Saúde (ISE) para Instituto Superior de Ciências da Saúde (ISCS), mas a actual estrutura orgânica do ISE e os seus responsáveis, transitam com as mesmas funções, sendo que a reitoria da universidade deve acompanhar e criar todas as condições necessárias dos estipulados números presentes na actual deliberação.

As últimas são a criação do gabinete de apoio às actividades dos laboratórios, com a finalidade de promover acções de formação e agregação tecnológicas dos docentes e técnicos.

Por último, os centros de estudos e investigação Cientificas serão autónomos.

O Percurso
A Universidade Agostinho Neto é a primeira universidade do país, tendo sido criada em 1962, como estudos gerais universitários, com sede na Avenida 4 de Fevereiro, em Luanda. São leccionados na UAN 68 cursos de licenciatura 18 de bacharelato e 15 de mestrado em diversas áreas do saber científico.

O actual Reitor é o professor Doutor Eng. João Sebastião Teta.

Foi até ao ano passado a única universidade pública do país.

Em 23 de Dezembro de 1968 o decreto-lei 48790 transforma os Estudos Gerais Universitários de Angola, em Universidade de Luanda, sendo em 28 de Setembro 1976, após a proclamação da independência de Angola, transformada em Universidade de Angola (portaria 77-A/76).

O nome Agostinho Neto surgiu em homenagem ao primeiro Presidente de Angola e primeiro reitor da universidade no dia 24 de Janeiro de 1985.

Em 1997, com a realização das primeiras eleições para Reitor e Decanos das Unidades Orgânicas arancou a democratização da gestão universitária. A primeira Reitora eleita foi a Prof. Doutora Laurinda Hooygard.

Edição O País, nº64