Arquivo da Categoria: Política

Nações Unidas: Angola desce no ranking da educação

A 146ª posição ocupada por Angola no ranking do Relatório do Desenvolvimento Humano (IDH) referente ao ano de 2010, apresentado esta semana pela representação das Nações Unidas no país, está associada ao facto de o sector da educação ter estagnado entre os anos 2000 a 2010 na pontuação 4. 4, de acordo com documentos em posse deste jornal.

No ano passado, Angola esteve na posição 143 entre 182 países, sendo o valor absoluto do seu IDH, segundo a ministra do Planeamento Ana Dias Lourenço, superior ao registado pelo conjunto de países integrados na África subsariana.

A ler em

Quadros da UAN engrossam Governo

O gesto representa um reconhecimento explícito por parte do Chefe do Governo, no caso o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, ao trabalho desenvolvido pela Universidade pública.

Aquando da constituição do novo governo formado pelo MPLA e Assembleia Nacional, 13 quadros da Universidade Agostinho Neto, entre docentes e dirigentes ao mais alto nível, foram chamados a exercer cargos de relevância nestes órgãos de soberania

Os quadros que acabaram de engrossar às fileiras dos governos central e provincial, bem como na Assembleia Nacional eram, até antes das novas funções no aparelho do Estado angolano, professores titulares e alguns deles com cargos na gestão da própria Universidade Agostinho Neto.

Maria Cândida Teixeira, Ministra da Ciência e Tecnologia e o seu vice Orlando da Mata fizeram dupla na gestão da Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto. A novel ministra era, por ironia do destino, a vice decana para os assuntos científicos, enquanto o seu novo coadjutor do edifício da Avenida Lénini, era o decano.

Ainda na Faculdade de Ciências, mas desta no departamento de Física, saiu o actual Ministro das Telecomunicações e Tecnologia de Informação a quando da constituição do novo Governo formado pelo MPLA e Assembleia Nacional, 13 quadros da Universidade Agostinho Neto, mação, José de Carvalho da Rocha, que também se ocupava da direcção do Instituto de Telecomunicações (ITEL).

O actual Governador da província do Cunene, António Didalelwa, era o vice reitor no actual governo da UAN. Ele respondia pela coordena ção do Centro Universitário da Huíla, cargo que vinha exercendo desde meado de 2002, altura em que João Teta assumiu o cargo de Magnífico Reitor

Na Faculdade de Ciências Agrárias do Huambo, saiu o vice decano para os assuntos académicos, José Pedro Domingos, tendo sido chamado a prestar assessoria ao Primeiro Ministro, António Paulo Cassoma, nas áreas económica e social.

A UAN “perdeu” ainda por incompatibilidade de funções os ministros da Economia, Manuel Nunes Júnior e Virgílio de Fontes Pereira, da Administração do Território, respectivamente. O primeiro era docente e chegou a director (decano) da Faculdade de Economia, enquanto o seu colega no Governo leccionava a cadeira de Direito Administrativo na Faculdade de Direito

Para a Assembleia Nacional, a UAN tem em “comissão de serviço” as deputadas Adélia de Carvalho e Anabela Leitão. A primeira esteve a exercer o cargo de coordenadora adjunta da comissão de gestão da Faculdade de Letras e Ciências Sociais, para os assuntos científicos, enquanto a sua colega de bancada era a coordenadora do laboratório de separação, reacção química e ambiente da Faculdade de Engenharia

Esta exercera já a função de Pró Reitora.

O mais jovem deputado à Assembleia Nacional, Luís Reis Cuanga era até a nova função na “Casa das Leis”, docente do Instituto Superior de Ciências de Educação (ISCED) de Luanda

A gestão do Serviço de Inteligência Externa (SIE) tem à mão o antigo professor da cadeira de Filosofia do Direito, da Faculdade de Direito, André Sango

Já para o Tribunal Constitucional, recentemente constituído pelo mais alto Magistrado da Nação, a Faculdade de Direito da UAN viu sair três dos seus mais reputados docentes, nomeadamente Rui Ferreira, Luzia Sebastião e Manuel Correia.

Os três ex-docentes daquela unidade orgânica da Universidade Agostinho Neto, são hoje os rostos do Tribunal Constitucional, respectivamente o presidente e Juízes conselheiros

Se, por um lado, a UAN viu-se “es vazia da” com esta saída massiva de quadros e dirigentes ao mais alto nível, por outro lado, ao trabalho até Estas nomeações são a prova evidente de que a UAN, na condição de maior instituição de ensino superior em Angola, continua a ser a mola impulsionadora na formação e gestão de quadros de nível superior então efectuado pela única Universidade pública, no desenvolvimento do país

Designada Universidade Agostinho Neto, a partir de 1985, em tributo ao seu primeiro reitor e fundador da Nação, o saudoso Presidente Agostinho Neto, a instituição jamais foi agraciada com a indicação e eleição de docentes para o Governo e para a Assembleia Nacional, como sublinha o secretário geral da UAN, Adriano Meireles Patrocínio.

Segundo o responsável universitário, estas nomeações são a prova evidente de que a UAN, na condição de maior instituição de ensino superior em Angola, continua a ser a mola impulsionadora na formação e gestão de quadros de nível superior

“A selecção de um número considerável de docentes e dirigentes da Universidade Agostinho Neto mostra que o trabalho por si desenvolvido nos últimos anos tem sido positivo”- argumentou o secretário da UAN

O número de quadros e dirigentes da UAN que acabaram de engrossar às fileiras do Governo e da Assembleia Nacional, faz referência apenas aos docentes em regime de tempo integral, pois se se tiver em conta que outros elementos colocados no aparelho do Estado leccionam em tempo parcial, este número seria maior