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Há muito que se discute o verdadeiro valor dos programas de MBA (um curso de gestão intensivo, de um a dois anos, dirigido a alunos licenciados). Para os críticos trata-se de um mero negócio muito lucrativo para as universidades, cujas propinas (que muitas vezes são pagas pelas empresas e não pelos alunos) são muito mais elevadas do que as das licenciaturas. Um dos críticos mais ferozes dos MBA é o canadiano Henry Mintzberg, autor do livro Managers not MBAs (curiosamente Mintzberg fez o MBA do MIT, nos Estados Unidos, leccionou no INSEAD, em França e hoje é professor de Gestão da Universidade McGill, no Canadá).

As críticas do canadiano começam logo na admissão. As melhores universidades exigem notas elevadas no Gmat, um teste de escolha múltipla, que avalia, sobretudo, as capacidades analíticas e quantitativas dos candidatos, assim como o domínio da língua inglesa. E a gestão, como argumenta Mintzberg, exige não só habilidades analíticas, mas também as de natureza emocional (associadas à liderança, gestão de pessoas ou sentido ético). A este propósito Daniel Goleman popularizou os testes de QE (quociente emocional) em detrimento do habitual QI (quociente intelectual).

Uma segunda crítica de Mintzberg é o facto de a maioria dos alunos serem jovens que acabaram de concluir a licenciatura. Ora uma das vantagens do MBA é precisamente o foco prático (os cursos de Harvard e da IESE, em Espanha, por exemplo, centram o programa na discussão de casos reais). Mas se a maioria dos alunos apenas possui conhecimentos teóricos dessa discussão, lembra Mintzberg, é pouco estimulante. A prova que a posse de um grau académico não é garantia de aptidão para os negócios é o facto de grande parte dos homens mais ricos do mundo (ver listagem da Forbes na página 82) não ter sequer um curso superior. Bill Gates, Larry Elison, o britânico Richard Branson, o brasileiro Eike Batista ou o jovem Zuckerberg, do Facebook, não terminaram a licenciatura e, não obstante, tiveram um enorme êxito nos negócios.

Apresentadas as críticas há igualmente inúmeros argumentos favoráveis. O MBA, em particular se realizado nas melhores escolas, é de facto um trampolim para o êxito na carreira. A esmagadora maioria dos gestores de topo das maiores empresas mundiais fez um MBA nas escolas de topo, aquelas onde estão os melhores professores. Nalguns sectores, como as consultoras estratégicas, por exemplo, é obrigatório ter um MBA para ser promovido. Não obstante, há algum consenso que o curso é mais útil quando o candidato já tem alguma experiência profissional (a não ser que os alunos tenham concluído licenciaturas noutras disciplinas, como a Engenharia, por exemplo, e necessitem de formação complementar em Gestão).

Uma das grandes mais-valias do curso é a interacção entre os alunos. Quanto maior a experiência profissional mais rica será a partilha de conhecimentos. Outra tendência em alta é fazer um MBA no estrangeiro (ou, pelo menos, com alunos internacionais). A troca de experiências culturais é outra das características mais valorizada nos cursos. Muitas universidades já oferecem a possibilidade de frequentar parte do ano lectivo noutros países através de acções de intercâmbio com escolas estrangeiras.

Mas quem já tem experiência profissional não precisa necessariamente de fazer um MBA tradicional. Hoje, as universidades oferecem vários cursos de pós-graduação assim como os designados Executive MBA. Estes últimos são cursos que permitem ao aluno trabalhar e estudar, em simultâneo, reservando algumas semanas por ano para acções intensivas de formação (teórica e prática), inclusivamente noutros países. Na Exame já referimos a oferta de cursos para executivos da Angola Business School, da Angola School of Business ou da IFEA. São boas oportunidades de progressão na carreira para quem acredita no ditado popular: “Saber é poder.”

Nações Unidas: Angola desce no ranking da educação

A 146ª posição ocupada por Angola no ranking do Relatório do Desenvolvimento Humano (IDH) referente ao ano de 2010, apresentado esta semana pela representação das Nações Unidas no país, está associada ao facto de o sector da educação ter estagnado entre os anos 2000 a 2010 na pontuação 4. 4, de acordo com documentos em posse deste jornal.

No ano passado, Angola esteve na posição 143 entre 182 países, sendo o valor absoluto do seu IDH, segundo a ministra do Planeamento Ana Dias Lourenço, superior ao registado pelo conjunto de países integrados na África subsariana.

A ler em

A notícia é de O País, . A Embaixada dos Estados Unidos da América  disponibilizou vinte e quatro mil dólares à Organização Não-Governamental angolana(ONG)  ClubUnu-Kuntuala, nesta terça-feira,28, em Luanda,  para apoiar um projecto de capacitação de professores para formar  cidadãos angolanos regressados forçosamente da República Democrático do Congo(RDC), entre Setembro e Outubro de 2009, nas especialiades de língua portuguesa e Kikongo.