Universidade Lusíada debate diamantes…

A importância da estratégia dos diamantes no desenvolvimento económico e social de Angola suscitou debate junto da comunidade académica na Universidade Lusíada de Angola (ULA), num programa que se enquadra nas atribuições da Endiama.

Para despertar interesse nesta parceria entre a Endiama e a ULA, a promotora escolheu o tema “As potencialidades diamantíferas de Angola”, e o orador Manuel Watangua, administrador para o desenvolvimento mineiro da Endiama. Embora o nosso país seja rico em recursos minerais, o seu solo é ainda bastante virgem e carece de um estudo profundo no domínio geológico, disse Watangua.

O responsável afirmou que em Angola já foram descobertos cerca de 1500 corpos kimberlíticos, que se estendem por todo o país, com predominância no Nordeste, nas províncias da Lundas Norte e Sul, no Bié, Huambo e Kwanzas Norte e Sul.

De tais kimberlitos apenas dois se encontram em exploração, destacando-se a chaminé kimberlítica de Catoca, localizada a 30 Km a Norte da cidade de Saurimo, na província da Lunda Sul, que é responsável por cerca de 70 por cento da produção anual de diamantes em Angola.

“A exploração que se faz do nosso solo para a descoberta de diamantes, sobretudo, é ainda insuficiente, se fosse suficiente teríamos diamantes em todo o território nacional e, por conseguinte, a nossa produção seria superior aos 9 milhões de quilates produzidos actualmente”, reforça Watangua.

Manuel Watangua referiu que existe a possibilidade de se encontrar diamantes nos mares de Angola. Justificando-se com a exploração diamantífera no país vizinho, a Namíbia, que produz mais de 1.000.000 de quilates nos jazigos marítimos de diamantes.

Deixar uma Resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Pode usar estas tags HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>